Tutorial: Tudo sobre empreendedorismo

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Este tutorial trará uma série de tópicos sobre o tema “empreendedorismo”.

Princípios básicos do Empreendedorismo

Começaremos nosso tutorial definindo e procurando saber o que realmente é este tema que encanta e atrai várias pessoas e têm deixado milhões mais ricos todos os anos.

Um melhor conceito e o que se encaixa ao mercado, pode definir Empreendedorismo como: Movimento que introduz novos produtos e serviços, criando novas formas de organização ou explorando novos recursos e materiais.

Todas as pessoas que abrem seu próprio negócio geram a possibilidade de se realizar pessoalmente, colocando suas concepções em prática, obtendo uma independência no que diz respeito ao trabalho, efetivamente e certamente seguindo orientações adequadas e projetando expansões por etapas, alcançarão crescimento e êxito financeiros, se tornando economicamente independentes, podendo assim desfrutar de um melhor estilo de vida.

O significado da palavra Empreendedorismo

É uma tradução livre que é feita do termo “entrepreneurship”. Abrange uma ampla área e trata de assuntos na criação de empresas:

• políticas públicas;
• intra-empreendedorismo (aquele empregado que é empreendedor);
• empreendedorismo de sociedade (aquele que trata com as comunidades);
• auto-emprego (o trabalhador autônomo); etc.

No mundo empresarial, podemos citar alguns exemplos do que seja um empreendedor:

- Pode ser aquela pessoa:
• que abre uma empresa, qualquer que seja;
• a pessoa que compra uma empresa e coloca nelas suas inovações e implementações; agregando assim valor ao produto e consequentemente aumentado sua produtividade; assumindo os riscos, com sua forma de vender, administrar, fabricar, distribuir e comprar os produtos;
• pode ser aquela pessoa que inova na forma de fazer propaganda em seus produtos e serviços, agregando novos valores;
• o empregado que introduz inovações em uma empresa/organização, provocando o surgimento de valores adicionais, gerando assim melhorias na receita da empresa, bem como crescimento em volume de produção;

O que é ser empreendedor

Uma pessoa empreendedora é capaz de identificar oportunidades. Tem capacidade e visão do ambiente de mercado, sendo altamente persuasivo com pessoas, colocando suas idéias e propondo o crescimento financeiro de seu produto. A pessoa precisa estar pronta para assumir os riscos do negócio e aprender com os erros cometidos, pois eles são presenciais na vida do empreendedor, porém cabe ao mesmo fazer dos erros, acertos futuros.

Ele busca ser profundo conhecedor de seu produto/serviço, facilitando assim a explanação e crescimento de suas idéias. A pessoa tem que ser capaz de usar todas essas habilidades em favor de seu aperfeiçoamento empresarial.

A conscientização de empreender

É preciso entender que para se iniciar um negócio próprio, temos que ter em mente as dificuldades iniciais, os trâmites legais, bem como as arquiteturas de mercado, pois de uma forma planejada e controlada, o empreendedor pode começar a trilhar seu caminho, desde que sabido os meios e devidamente conscientizado das obrigações pertinentes. Por exemplo: A pessoa deve saber onde abrir uma padaria ou uma lanchonete? Qual capital necessário? Quanto tempo terei meu capital de volta? e etc.

A conscientização do empreendedorismo consiste em mostrar à pessoa candidata o processo de conhecimento de capitalização para se ter o negócio previsto. A pessoa deve procurar formar uma cultura empreendedora e de posse desta formação fazer uma auto-análise, despertando-a para a sua função de pessoa executadora na transformação de conhecimento em riquezas para a sociedade, para a empresa e, principalmente, para ele.

O que nos leva a ter o próprio negócio

Muita das vezes as pessoas são motivadas pela ambição de ter dinheiro, condições para adquirir bens, melhores roupas, uma busca por melhor moradia e para dar boas condições para si e para seus entes mais próximos. São estas as pessoas que sonham em ter seu próprio negócio e muitas delas acabam virando, por questão de decisão de melhorias, um empresário(a).

Elas estão no “time” das pessoas que não gostam de ser mandadas, não gostam de ser “subordinadas”, pois a simples idéia destes paradigmas as deixam apavoradas.
Outras pessoas buscam abrir seu próprio negócio por motivos que fogem a sua vontade, pois levados por situações opressoras, vêem como solução abrir seu empreendimento. Podemos citar situações que se encaixam neste tipo: empregados que saíram de empresas e com a soma do volume financeiro significativo que receberam durante anos resolveram abrir seu negócio próprio. Existem até mesmo aqueles que deixam seu emprego por ter melhores rendimentos através do negócio próprio e viram nisto a grande possibilidade de crescimento financeiro e uma melhor forma de vida.

Ainda neste aspecto, há pessoas que herdaram algum negócio da família e sem a maior pretensão se tornaram donas de grandes empresas e hoje despontam no mercado financeiro, apesar de não terem tido o trabalho de iniciar sua empreitada.

As primeiras barreiras do empreendedor

De fato ser patrão implica estar exposto a mudanças repentinas e drásticas e que muitas vezes requer da pessoa “jogo de cintura”, bom senso e “tino comercial”, pois em se tratando de adversidades, o mercado exige do empreendedor pelo menos que tenha esses adjetivos, caso contrário seu negócio e seus produtos poderão sofrer danos financeiros irreparáveis.

A pessoa deve estar disposta a assumir responsabilidades perante o mercado financeiro e a comunidade a qual ela vai expor seus produtos ou serviços. As pressões da sociedade por produtos/serviços de alta qualidade, úteis e de certa forma acessíveis, tornam o processo não amistoso ao empreendedor, gerando uma grande exigência de mercado. Além do mais, o governo e sua tropa de “guerrilha fiscal e financeira” também tende a ajudar na carga de pressão no futuro empreendedor.

A dedicação ao trabalho aumenta muito significativamente. Enquanto um empregado em sua rotina“bate ponto” e trabalha 08 horas diárias, o empreendedor muitas vezes trabalha mais de 8 horas por dia, sem um salário fixo garantido no final do mês e sem férias integrais ou feriados. Como dono do seu próprio negócio, com um bom gerenciamento empresarial, bom conhecimento de mercado e de seu produto/serviço, o tempo pode ser gerenciado em favor da própria pessoa, podendo assim ter mais tempo livre para viagens e família. Veja que ser um grande executivo de uma empresa não significa ser um grande empresário.

Algumas vantagens de ser empreendedor

Podemos citar algumas vantagens de ser um empreendedor e ser dono (a) do próprio negócio. Alguns itens referem-se à alguns empreendimentos tradicionais e outros são relativos à negócios que podem ser feitos a partir de casa, que há tempos é uma tendência.

• Você pode começar ao seu ritmo!
• Você irá vender o seu produto e obter lucros para sua empresa!
• Você pode trabalhar em sua casa!
• Você pode fazer seus próprios horários de maneira flexível!
• Seus ganhos podem aumentar mês a mês!
• Com um bom produto/serviço e excelente atendimento poderá fidelizar clientes!
• Você terá capacidade de gerar emprego e renda!

Qual o momento exato de agir e como agir?

Cada pessoa deve analisar particularmente sua necessidade e a ocasião de mercado, mas existem alguns fatores importantes que devem ser notados para você decidir como e onde agir para ter seu próprio negócio. Eis algums:

• alguns fatores pessoais: desejo de realização pessoal, insatisfação no trabalho, desejo ardente de mudar de vida ou mesmo o fato de ser demitido de seu emprego.
• fatores ambientais: analisar e identificar oportunidades de negócios ou a possibilidade entrar em um projeto.
• fatores sociológicos: possibilidade de agregar um grupo de pessoas competentes com características semelhantes e influência de parentes ou modelos já desenvolvidos na família.

Você está de olhos abertos?

Quando todos olham para a mesma direção, considera-se ousada a pessoa que faz algo diferente e arrisca tudo em outros caminhos.

Quantas histórias assim não conhecemos? Mas quantos destes que ousam e se dão mal? Isto tem que ser levado em consideração. No entanto, ser empreendedor é ser ousado, assumindo riscos calculados (dividindo o risco com os outros) e aproveitando as oportunidades.

Não existe uma direção correta a seguir, mas o empreendedor pode buscar a melhor direção partindo da oportunidade, com muita análise do negócio, tendo ousadia, assumindo riscos e tendo competência.

A função empreender

Podemos identificar quatro funções básicas no processo de iniciação na tomada de decisões das organizações: Produzir, Administrar, Empreender e Integrar.

A função P – Produzir está associada àquilo para o qual a organização foi concebida e direciona sua existência, ou seja, que tipo de negócio você pretende montar. Neste item devemos “imaginar” e “concretizar” quais os produtos/serviços que vamos oferecer ao mercado, com suas respectivas inovações e agregações de valores.

A função A – Administrar é colocar o projeto dentro de um padrão de sistema de controle, projetar rotinas internas e externas de trabalho, bem como programar as atividades da futura empresa.

A função E – Empreender, aqui cabe ao empreendedor fazer prognósticos e tentar fazer uma projeção do futuro, imaginando o que irá acontecer com seu produto ao ser lançado e no pós-lançamento.

A função I – Integrar os aspectos gerais do produto e afinidades da empresa.

Vê-se, pois, que os variados aspectos da atividade empreendedora exigem um “mix” adequado da essência das quatro funções básicas para se empreender um negócio com êxito.

Podemos associar as funções básicas aos seguintes efeitos:
• P – à eficácia a curto prazo, no sentido de promover a orientação e as metas;
• A – à eficiência a curto prazo, proporcionada por uma correta administração dos vários aspectos do empreendimento;
• E – à eficácia a longo prazo, no sentido do melhor aproveitamento das oportunidades futuras; e
• I – à eficiência a longo prazo, imaginando que esse aproveitamento seja feito de maneira harmoniosa.

Um negócio exclusivamente projetado e feito na função P (Produzir) – enfoca sua tarefa com extrema dedicação e diligência, mas não dispõe de qualquer habilidade administrativa, de planejamento e/ou de integração com seus colaboradores.

Um negócio projetado exclusivamente na função A (Administrar) – provoca excesso de burocracia em processos e controles internos e externos.

Um negócio projetado e desenvolvido exclusivamente na função E (Empreender) – pode ser comparado a um “incendiário” que alimenta a organização com novas idéias a todo o momento, porém, não consegue planejar qualquer conjunto de ações capaz de implementá-las.

Um negócio exclusivamente I (Integrar) – caracteriza-se pela simpatia à prática de uma “politicagem” e está fadado à geração de conflitos entre os futuros colaboradores.

Essas funções aparentemente não têm sido reconhecidas como igualmente importantes. De fato, à função P (Planejar) muita atenção tem sido dada já há bastante tempo. O mesmo se pode dizer quanto à função A (Administrar), em tempos mais recentes. A função I (Integrar), em menor grau. A função E (Empreender), tem sido tradicionalmente tratada como o primo pobre por quem pretende desenvolver e iniciar seu próprio negócio.

Podemos com estes primeiros temas abordados ter uma breve noção do mundo complexo que é o empreendedorismo. Algumas dicas aqui direcionadas são necessárias e precisam ser seguidas corretamente, pois a negligência pode decretar o fracasso do seu negócio.

Muitas pessoas começam a empreender seus projetos sem o mínimo conhecimento empresarial, que acabam por erros básicos de administração ou de diretrizes pessoais e condutas incoerentes.
por Jorge Alberto dos Santos


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