Por que planejar?

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Por que planejar?

Ao longo do tempo em que venho trabalhando com o tema planejamento de vida, vejo que muitas pessoas que entram em contato com minhas idéias, têm dificuldade para compreender a flexibilidade do planejamento. Uma das críticas que mais recebi foi de que o método PEP (planejamento estratégico pessoal, descrito em meus livros), se aplicado de forma integral transforma a pessoa num “escravo de planos”. As pessoas que tinham este ponto de vista argumentavam que as vezes é bom fazer as coisas sem planejar, como sair de viagem sem destino. O método PEP, ou o planejamento, em geral, não pode ser encarado de forma radical, ou 8 ou 80, ou você não planeja nada, ou tenta controlar sua vida nos mínimos detalhes. Há muitas coisas na vida que, se não planejadas, acabam não sendo realizadas, assim como as famosas “metas de ano novo”, que acabam não são concretizadas ou metas complexas e de difícil realização. Pelo menos ao meu ver, é muito triste alguém chegar a um ponto da vida, olhar para trás e ver que nada do que desejou, conseguiu fazer, simplesmente viveu uma vida comum, medíocre. Se esta é a escolha da pessoa desde o início, é uma coisa. Mas a figura muda completamente quando se têm sonhos e metas.

Se você se identifica com este segundo caso, você está disposto a correr o risco de não concretizar seus objetivos de vida? A proposta do PEP é justamente planejar o que é mais importante em sua vida, para que você não se perca em meio à correria do dia-a-dia e acabe frustrado no futuro por não ter conseguido realizar o que queria.

A literatura na área de planejamento e administração do tempo é muito vasta, no entanto, é comum ouvirmos comentários de pessoas que “já tentaram de tudo” e não conseguiram mudar velhos hábitos negativos e aplicar as técnicas propostas.

Por que as pessoas não obtêm êxito aplicando as técnicas disponíveis? As técnicas em si são boas e “parecem”aplicáveis. Então por que as pessoas não conseguem segui-las e administrar suas vidas da forma como desejam? O planejamento é a ponta do iceberg. A administração do tempo é apenas uma ferramenta. É preciso cuidar muito bem da base para que esse planejamento de fato reflita a realidade, ou seja, para que você não planeje coisas que não vai cumprir pelo simples fato das metas serem ilusões, ou você não estar preparado para cumpri-las. Você também precisa cuidar da base do iceberg para que esse planejamento seja realmente o que você precisa.

Há pessoas que planejam baseando-se em hobbies, ilusões passageiras, vontades de momento, sem saber o que elas precisam realmente. Com o tempo vão “perdendo a fé” no planejamento, achando que é este que não funciona ou que não dá certo, e não a sua vontade que muda constantemente, ou a sua persistência que é fraca, ou qualquer outra dificuldade pessoal.

Planejar, em primeiro lugar, é definir um foco, situar-se dentro da própria vida e definir um rumo, com marcos específicos a serem alcançados. Planejar é programar as ações que aos poucos vão construindo nossos sonhos e objetivos.

Quem não planeja tem muito pouca chance de conseguir realizar objetivos que exijam um pouco mais de recursos (esforço, dinheiro, tempo, etc) que o normal. Vilfredo Schurmann, patriarca da família que viaja pelo mundo num veleiro diz que o planejamento é a parte mais importante da viagem. “O risco de imprevistos e surpresas aumenta consideravelmente e o fato de não estar preparado pala enfrentá-los pode tornar uma viagem que deveria ser agradável, num terrível pesadelo.”

Em nossas vidas, a falta de planejamento nos coloca na vala comum da mediocridade, nos faz viver soterrados pela rotina, sem realizar nada, sem conquistar nada. Sem planejamento, podemos encontrar tantos obstáculos pelo caminho que acabamos desistindo dos nossos sonhos; obstáculos estes que poderiam ter sido previstos. Sem planejamento, acabamos dando voltas e voltas para trilhar um caminho que poderia ter sido feito em linha reta.

Pare por alguns segundos, e pense em quais são os objetivos que você pensa que um dia quer realizar, mas que ainda não tomou providências. Há quanto tempo você pensa em cada um deles? Nesse tempo, quanto você poderia ter feito por eles?

Já poderia ter realizado algum? O principal objetivo do planejamento é garantir que aquelas coisas que queremos realizar não ficarão apenas no querer, num desejo vago, mas terão uma oportunidade real de se tornarem realidade.

Franciane Ulaf

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