Lenda do monge e do escorpião
Lenda do monge e do escorpião
“Monge e discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora, o bichinho o picou e, devido a dor, o homem deixou-o cair novamente no rio. Foi então à margem tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e o salvou. Voltou o monge e juntou-se aos discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.
* Mestre deve estar doendo muito! Porque foi salvar esse bicho ruim e venenoso? que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia sua compaixão! O monge ouviu tranquilamente os comentários e respondeu:
* “Ele agiu conforme sua natureza, e eu de acordo com a minha.”
Esta parábola nos faz refletir a forma de melhor compreender e aceitar as pessoas com que nos relacionamos. Não podemos e nem temos o direito de mudar o outro, mas podemos melhorar nossas próprias reações e atitudes, sabendo que cada um dá o que tem e o que pode.
Devemos fazer a nossa parte com muito amor e respeito ao próximo.Cada qual conforme sua NATUREZA.
Não mude sua natureza se alguém te faz algum mal; apenas tome precauções. Alguns perseguem a felicidade, outros a criam…
Jesus disse: conhece-se a árvore boa ou má, pelos frutos. Cada um dá aquilo que têm, não podemos esperar maçãs, de um limoeiro, assim como o monge não esperou carinho do escorpião.
Alguns de nós vivemos esperando algo do outro, que talvez nunca nos dê, não porque não o queira, mas porque não o possui. Precisamos aprender a perceber o que o outro pode nos dar, e não esperar nada, além disto.
De outro lado, precisamos dar aquilo que temos, sem esperar recompensas, e muitos de nós, só resolve dar, se o recebe, e acaba se magoando a si mesmo, pois não recebe e nem dá. Temos que viver, de acordo com nossos valores, e não dos outros.
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