Como desenvolver a autoconfiança – parte 2
Faça o seguinte exercício durante oito semanas:
EXERCÍCIO de AUTO-ANÁLISE
1. Pegue num bloco de notas e numa caneta e leve-os com você
para todo o lado.
2. Durante as duas primeiras semanas. sempre que lhe passar
um pensamento negativo pela cabeça (como, “com certeza vou
apanhar uma gripe com este tempo…” ou
“já sei que vou estragar a comida porque temos convidados…”)
escreva-o no seu livrinho ao lado da data em que este ocorreu.
Nota: É natural que repare que, à medida que se aproxima do
final das primeiras duas semanas, terá mais coisas escritas do que
no início. Não se preocupe, não é porque o seu estado psíquico se
deteriorou, mas simplesmente porque, ao acostumar-se a escrever
os seus pensamentos negativos, tomará mais consciência deles e
poucos escapam à sua detecção. Isto mostra que o processo de
auto-análise está resultando.
3. Durante as duas semanas seguintes, ignore os pensamentos
negativos. Concentre-se exclusivamente nos pensamentos positivos
e tome nota no seu bloco de notas ao lado da respectiva data
em que os teve. (Como, por exemplo, “o tempo está tão bom,
posso trabalhar no jardim este fim de semana…” ou “acho que o
meu casaco novo ficou muito bom…”, etc.).
4. Quando estas duas semanas passarem, sente-se num lugar
calmo e dê uma olhada no seu livrinho de notas.
Conte os pensamentos negativos e depois os positivos. Em
princípio, se a lista de pensamentos negativos for maior, isto
indica que o seu estado psíquico precisa ser animado.
5. Agora, olhe para os pensamentos negativos e substitua-os,
um por um, por pensamentos positivos. Por exemplo, se escreveu
“Que chato, hoje está chovedo, não posso jogar bola.”
Pode substituir este pensamento por algo parecido com:
“Ah, hoje está chovendo, posso estrear a minha bota
nova.”
ou…
“Está chovendo, que bom, o jardim estava seco!”
ou…
“Chuva? É uma boa oportunidade para ver um filme!”
6. Na semana seguinte, recomece tudo de novo. Continue
fazendo isto durante, pelo menos, dois meses. Se tem sido
honesto e tem feito um verdadeiro esforço para escrever os seus
pensamentos, a diferença entre os pensamentos negativos e
positivos deverá diminuir. A certa altura, terá mais pensamentos
positivos do que negativos. Uns dias mais tarde, perceberá de
que todos os seus pensamentos negativos desapareceram.
Desta forma, eliminará os receios e as dúvidas que estão
debilitado a sua autoconfiança e que o fazem preocupar com
acontecimentos que nunca chegam a acontecer.
Este exercício é fundamental para o seu êxito.
Pare de ler e comece o exercício já. (Se, por exemplo, achar
que o exercício não vai dar resultado, escreva diariamente as dúvidas
que tem).
1.° Passo: Mudar a sua reação ao fracasso
Há vários ditados que são fruto da experiência popular. Aqui se
seguem dois que deve manter sempre em mente:
“Quem não arrisca, não petisca.”
“A sorte sorri aos audazes.”
De fato, os fracassos só podem ocorrer àqueles que arriscam,
aos que ousam tentar. Se experimentou um fracasso, é porque
ousou agir, arriscou e possui a qualidade da iniciativa!
É só tentando que se pode ter êxito. Ponha-se em linha, aceite
os riscos e logo verá que a Deusa da Sorte lhe sorri.
Considere tudo o que faz como se fosse um jogo – às vezes
perde-se, outras vezes ganha-se. Não existem fracassos que
possam fazer diminuir o seu valor como pessoa; pelo contrário,
eles provam que tentou, que mostrou coragem e iniciativa e que
foi dinâmico.
2° Passo: Pare de ver fracassos por todo o lado
Como é possível ver um fracasso, quando ele não existe? Logo
verá !
Exercício: Classifique e arquive seus fracassos
1. É tempo de limpar o seu arquivo de fracassos. Faça uma
lista dos seus fracassos pessoais, profissionais, atléticos e sociais.
2. Quando a lista estiver completa, analise os fracassos
individualmente. E muito provável que, nove em cada dez casos:
• Aquilo que considera um fracasso seu, estava fora do seu
controle, não tinha nada a ver com você.
• Aquilo que considera um fracasso, não foi bem um fracasso,
mas simplesmente uma insatisfação.
Por exemplo, algumas pessoas sentem-se mal por terem
fracassado com os seus filhos, por não os terem encorajado a
obterem uma boa educação, porque os seus filhos preferiam
passar o tempo na praia a praticar windsurf em vez de irem para o
colégio. Se é um destes pais, então é bom que se mentalize que a
vida dos seus filhos pertence a eles e que são livres de fazer o
que quiserem.
Se são mais felizes a praticar windsurf do que a fazer cálculos
logarítmicos, isso é com eles. Você não é responsável! Você fez
tudo o que pôde para que os seus filhos fossem felizes e
equilibrados. Isto é tudo o que ser pai requer.
3. Quando tiver analisado em pormenor a sua lista de
fracassos, rasgue-a calma e lentamente, em mil pedaços. Faça-o
cerimoniosamente, como se estivesse a executar um ritual
simbólico extremamente importante. Depois, deverá experimentar
uma sensação de renascimento e de purificação.
Afirme-se
Agora que está convencido do seu valor pessoal, agora que deixou de se subestimar e olha para o futuro com uma sensação de otimismo crescente, é uma boa ideia começar a aplicar a sua nova auto-imagem própria a situações do dia a dia. A autoconfiança requer duas qualidades fundamentais: saber recusar e
saber pedir.
1.° Fase: Aprenda a dizer não
Por que razão temos medo de dizer não?
Passamos a vida encontrando pessoas que tentam nos dar ordens e
nos manipular, que tentam obter algo de nós, nos usar ou,
simplesmente, nos dominar completamente, psicológica e
fisicamente.
Cabe-nos fazer perceber a estas pessoas que controlamos
o nosso espaço vital, a nossa integridade mental e emocional, o
nosso tempo livre, o nosso dinheiro, etc.
Alguma vez se encontrou dizendo sim, quando na verdade
queria dizer não? Seja franco. A maioria de nós tem medo de
dizer não.
Porquê?
Medo da rejeição
Os psicólogos atribuem este reflexo ao medo da rejeição.
Pensamos que, ao recusar qualquer coisa a alguém, iremos sofrer
consequências desastrosas. No mínimo, perderemos a amizade ou
a afeição dessa pessoa.
Ora, isto pode ser verdade, mas quando compramos um par de
sapatos ou um seguro de vida porque o vendedor é implacável,
será que isto se deve ao medo da rejeição? Afinal mal
conhecemos essa pessoa!
Talvez assim seja, mas os psicólogos descobriram que a
maioria das pessoas não suporta ser rejeitada por ninguém, até
mesmo por aqueles que não conhece ou de quem não gosta.
Interessante, não é?
As pessoas que nunca dizem não também têm vergonha de ser
consideradas (o horror dos horrores!) egoístas, se, por exemplo,
ousam recusar receber 25 convidados na ceia de Natal, se recusam
ser motoristas dos filhos ou fazer horas extras
regularmente sem serem pagas, só para agradar ao patrão.
Qual é o resultado desta atitude?
Estará anulando ressentimento?
Se nunca aprendeu a dizer não, então está certamente
acumulando uma dose tóxica de ressentimento. Sem dúvida, tem a
sensação de estar sendo explorado e de ser a pessoa a quem todos
pedem, porque diz sempre sim…
Pois é tempo de se livrar destas toxinas!
As pessoas carismáticas não deixam que os outros as pisem.
Pessoas como Napoleão, Roosevelt, Washington e Ghandi, para
apenas falar de alguns, levavam muito tempo para se convencerem,
sabiam bem como afirmar-se. Por que não imitá-las?
Como recusar
Primeiro, tenha a certeza de evitar qualquer demonstração de
insatisfação, tais como suspiros, gritos, lágrimas, etc. Dizer não,
não significa que tem que bater com o punho na mesa com toda a
força. O que precisa é ser firme.
Cinco regras de ouro para dizer não
Aqui tem algumas regras: em breve perceberá o quanto são
eficazes.
1. Ouça o pedido com atenção e leve tempo para pensar
antes de responder.
Por exemplo, se alguém telefonar a te pedir que vá às
compras com ele e você não tem a certeza se gostaria de ir, poderá
responder delicadamente:
“Terei que pensar nisso, volto a telefonar dentro de uns
minutos.”
2. Diga sempre a verdade.
Não dê justificações, nem pretextos inventados que pode
esquecer, nem mentiras que só complicarão a sua vida.
3. Diga o que tem a dizer com tato e consideração.
Recusar algo a alguém não significa atacá-lo até à morte. Se
lhe pedirem para comparecer a uma reunião, por exemplo, será
mais diplomático dizer:
“Agradeço terem lembrado de mim, mas não terei
tempo”
em vez de:
“Não me agrada ir, será uma perda completa de tempo”.
4. Não caia no erro de discutir, especialmente quando a
outra pessoa se torna agressiva.
Mantenha a calma e dê um sorriso. Estas são as suas
melhores armas contra aqueles que fazem de conta que estão
chocados com a sua recusa repentina de não ceder aos desejos
deles. Evite entrar em discussões acerca da razão que o levou a
recusar. Não tem que dar explicações supérfluas. Apenas sorria e
diga “não”.
Vejamos um exemplo. O seu marido (ou a sua mulher) chega a
casa do trabalho e avisa-a de que convidou um colega para jantar
no sábado. Ele sabe o quanto você estava com vontade de sair no
sábado, para ir ao cinema ou ao teatro, portanto vai tentar fazê-la
mudar de ideias.
Se tem mesmo vontade de ir ao cinema ou ao teatro, então não
existe qualquer razão para não ir.
Não se deixe envolver numa longa discussão, que poderá levar
a uma briga, durante a qual o mais provável é dizerem coisas
de que irão arrepender-se. Simplesmente repita delicada e
calmamente o seu desejo de sair nessa noite.
O seu marido pode muito bem receber os convidados sozinho.
“Mas… ele terá que dar uma explicação para
a minha ausência.”Penso.
Esse é um problema dele e não seu.
5. Não se desculpe.
Não há razão nenhuma para inventar uma desculpa porque
disse que não a alguém. É o seu direito como indivíduo.
Ao dar uma desculpa, coloca-se numa posição inferior, revela
o seu receio e dá a impressão à outra pessoa de que é possível
quebrar as suas defesas e fazê-lo mudar de ideias. Seguirá
uma discussão e provavelmente acabará dizendo sim, só para ter
um pouco de paz e sossego.
Eis boas notícias: de acordo com especialistas, o primeiro
“não” é o mais difícil. Quando perceber de que não causou
nenhum desastre cataclísmico, então será mais fácil dizer não uma
segunda vez. Então, o que espera?
2.° Fase: Aprenda a pedir
Por que razão se tem de pedir?
Porque afirmar-se requer mais do que responder
negativamente. Afirmar-se significa também saber como pedir.
Outro provérbio que ilustra bem este ponto é:
“Dar é mais doce que receber.”
Todos gostam de dar, pois dar faz crescer o ego, nos faz sentir
melhores e cria um sentimento profundo de satisfação. Mas se
não se pede nada, corre-se o risco de se ser passado para trás.
Os outros nem sempre podem adivinhar aquilo que se espera
deles. Nem têm a obrigação de tentar perceber o que o outro
pretende.
Até o seu marido, os seus pais e os seus amigos mais próximos,
não podem saber exatamente o que se passa na sua cabeça no
momento preciso em que deseja algo.
Quer ter uma festa de aniversário? Diga-o às pessoas. Os seus
amigos e familiares terão muito prazer em fazer uma surpresa para
você!
Por outro lado, se está sempre dizendo que os aniversários não
têm qualquer significado para você, que deixou de contar os anos,
etc., então não se surpreenda se o seu marido se esquecer de te
dar um presente.
Imaginemos que existe uma vaga no seu emprego que lhe
interessa muito. Não fique à espera de que lhe ofereçam. Vá falar
com o seu superior e diga-lhe aquilo que pretende. Explique como
faria esse trabalho e por que razão se sente habilitado para o fazer.
Talvez o auto-sacrifício e a modéstia sejam virtudes cristãs,
mas pode ter a certeza de que não foi isso que deu a coroa a
Napoleão nem o que permitiu a Ronald Reagan governar durante
dois mandatos na Casa Branca.
Quais as decisões que acha mais difíceis de tomar?
Pense na sua vida familiar, social, profissional, sexual, etc., e
decida quais as exigências que tem mais dificuldade em cumprir.
Numere-as de acordo com o grau de dificuldade, começando pela
mais difícil.
Agora, pratique a formulação destas exigências, começando
pela mais fácil e progredindo até à mais difícil, usando a primeira
pessoa (“eu…”). Primeiro, escreva-as e, depois, leia-as de vez em
quando.
Aprenda a receber
Uma vez que tenha conseguido aquilo que queria, chegou o
momento de o aceitar graciosamente.
Lembre-se de como certas pessoas reagiram quando teve o
prazer de lhes oferecer um presente: “Que loucura! Não devia ter
gasto dinheiro comigo! Não era necessário…”
O que pode ser mais deprimente do que uma reação destas?
Quem oferece não só se sente ridículo como magoado.
Sente-se um idiota por ter gasto tanto em algo que não foi
apreciado e que nem pode ser pedido de volta.
Demore agora algum tempo a examinar a sua própria
consciência e pense nas vezes em que reagiu assim quando
alguém lhe ofereceu um presente ou fez algo por você.
Necessita de tanta generosidade para receber como
para dar.
Se alguém lhe der algo ou fizer alguma coisa por você, mostre que
o apreciou. Fará essa pessoa feliz e ela vai querer repetir o gesto
mais vezes, ao mesmo tempo que a estima por você aumentará
gradualmente.
Resumo
Este método ajuda-o a descobrir o que pode fazer para
aumentar a sua autoconfiança. Após ter identificado os
ingredientes que constituem a confiança, fez uma lista dos seus
êxitos, que agora mantêm sempre à mão, acrescentando mais
coisas de vez em quando.
Aprendeu como o otimismo é importante para se ter uma
personalidade carismática. Se sente que tem tendência para ser
pessimista, corrija-a imediatamente. Assim, será mais feliz,
saudável e carismático.
Também sabe que, para adquirir a personalidade magnética
que sonha ter, é necessário saber afirmar-se; e afirmar-se é, acima
de tudo, uma questão de saber como dizer não.
Agora sabe por que é tão difícil dizer não: medo da rejeição ou
de parecer egoísta. Existem maneiras de dizer não sem magoar –
tem de ser diplomático e sensível e, ao mesmo tempo, firme e
direto.
Mas a autoconfiança também tem o seu lado positivo: saber
pedir. Ninguém pode adivinhar o que lhe passa pela cabeça. Não
espere que os outros tentem perceber o que quer. Peça e receberá.
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