A influência de fatores externos como estímulos às nossas emoções

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A influência de fatores externos como estímulos às nossas emoções

Esse artigo, tem como principal fundamento, levar-nos a refletir sobre a importância do equilíbrio emocional, principalmente em momentos de estresse.

O Psiquiatra e Escritor Augusto Cury em sua série Análise da Inteligência de Cristo, fala: “ É fácil reagirmos com lucidez quando o sucesso bate à nossa porta, mas é difícil conservarmos a serenidade quando as perdas e as dores da existência nos invadem. Muitos revelam irritabilidade e intolerância nessas situações… Muitas pessoas, incluindo intelectuais, comportam-se com elegância quando o mundo os aplaude, mas perturbam-se e reagem impulsivamente quando os fracassos e os sofrimentos cruzam as avenidas de suas vidas. Não conseguem superar suas dificuldades nem mesmo extrair lições de suas intempéries”.

Para temos uma idéia de como muitas vezes somos incoerentes, ou agimos com incoerência, devemos nos remeter ao seguinte questionamento: Será que estou agindo de acordo como eu gostaria de agir? Até que ponto aquela aula de motivação ou aquele livro de auto-ajuda me ajudou realmente? Utilizando a minha auto consciência, será que estou plenamente consciente de que consegui internalizar e interiorizar o conhecimento adquirido para ter equilíbrio emocional necessário em determinadas situações ou apenas utilizo isso como um referencial teórico que não funciona pra minha vida?

Quando relaciono fatores externos, refiro-me a qualquer fator externo à nossa vontade e que pode ser um gatilho para desencadear um nível de ansiedade capaz de gerar efeitos psicossomáticos que, dependendo do caso e da situação apresentada, pode ser fatal para nossas vidas, ou que podem gerar efeitos traumáticos irreversíveis.

O filósofo grego Aristóteles dizia: ” O difícil é irar-se no momento certo, pelo motivo certo e na medida certa”. Se considerarmos essa afirmação de Aristóteles, podemos refletir: Quantas vezes já fomos vítimas de nosso desequilíbrio emocional? Quantas pessoas queridas já foram vítimas de nossa impulsividade diante de algo que era completamente indiferente à nossa rotina?

Vamos pensar em algo que já deve ter acontecido em nossas vidas e que sem nenhum motivo aparente ou concreto mudou de forma instantânea nossa emoção e elevou nosso nível de ansiedade e estresse a ponto de nos tornarmos agressivos e ” irracionais”. Pensemos na seguinte hipótese: Estamos dirigindo para o nosso trabalho pela manhã, depois de termos passado uma excelente noite de sono, depois de termos tido o melhor café da manhã e de repente um outro motorista nos fecha em um cruzamento deixando-nos completamente irados com o ocorrido. Nessa situação, um fator externo alheio à nossa vontade nos causou um transtorno emocional que pode te conseqüências graves para nossa saúde. Resolvemos sair do carro, perseguir o outro motorista, xingar,
discutir, brigar. Sentimos uma revolta enorme com uma pessoa que não nos conhece e que foi o responsável por causar toda nossa mudança de humor. Alguns ficam com dor de cabeça, dor de estômago, falta de apetite, extremamente mal humorado, entre outros sintomas. Dessa forma,
estamos dando poder a uma outra pessoa, ou a um fator externo, de comandar nossas reações físicas e psíquicas. A incoerência encontra-se justamente nesse ponto. Se somos nós que temos o poder de sermos alegres ou tristes, por que estamos transferindo essa faculdade a outra pessoa? Augusto Cury, relata sobre esta situação da seguinte maneira: ” Por pensar e
ter consciência do fim da vida, colocamos grades nas janelas para nos defender, cintos de segurança para nos proteger… todavia não sabemos como construir a mais importante proteção, a proteção emocional. À mínima ofensa, contrariedade ou perda, detonamos o gatilho instintivo da agressividade. Nas situações de conflitos usamos mais os instintos do que a
arte de pensar. Nestas situações, a violência sempre foi uma ferramenta mais utilizada que o diálogo”.
O episódio comentado no parágrafo acima serve para refletirmos sobre como a ansiedade pode ser a responsável por nosso nível de estresse. Nosso instinto de agressividade se deve ao fato de imediatamente raciocinarmos negativamente sobre a situação.
Nossos pensamentos se voltam com maior freqüência a tragédias que poderiam ter acontecido devido ao fato ocorrido: “Esse cara poderia ter causado um acidente…” ou “Esse maluco poderia ter batido em meu carro…”. Esse estímulo externo nos causou um certo sofrimento por antecipação. O problema não aconteceu, mas vivemos e nos projetamos como se tivesse realmente acontecido. Mas, se nos questionarmos: Será que toda pré-ocupação é prejudicial? Segundo o Evangelho de São Mateus 6- 34, há uma passagem que diz “Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã; porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal” . Sem nos remeter a uma discussão religiosa ou Teológica, de que forma poderemos refletir sobre essa passagem, ou melhor, de que forma devemos refletir sobre nossas ansiedades e preocupações e sobre problemas futuros, que ainda nem aconteceram ou que provavelmente nunca aconteçam? Façamos uma reflexão a respeito do assunto: Devemos ser completamente
indiferentes a essas inquietações e ansiedades e nos tornarmos pessoas alienadas com os acontecimentos ou devemos encarar os problemas que ainda nem aconteceram apenas o tempo suficiente para termos condições de supera-los?

Ninguém pode ser responsável por nossa consciência. Nosso equilíbrio emocional depende exclusivamente de nós mesmos. Devemos antes de tudo, sermos profundos conhecedores da pessoa que somos para podermos mudar o mundo a nossa volta. Conhecendo nossas limitações e capacidades, nos tornamos mais fortes pra enfrentar as intempéries de nossas vidas. Nossas atitudes positivas diante de fatores externos, que podem desencadear um estímulo negativo em nosso comportamento, farão a grande diferença para empreendermos em nós a pessoa que gostaríamos de ser daqui a diante.

Bom trabalho e boa sorte.

Pedro Loula

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3 Responses to A influência de fatores externos como estímulos às nossas emoções

  1. BOANERGES says:
    interessante nao acha????
  2. Pedro Loula says:
    Fiz este artigo como pré requisito de aprovação na disciplina de Gestão da Inteligência em um curso de Pós graduação. Encontrei este site por “acidente” e vi que meu artigo estava aqui. Fico feliz que gostem u que aproveitem o que está escrito. Muito sucesso a todos e feliz festas de fim de ano.
  3. admin says:
    Olá, Pedro Loula!
    Que honra tê-lo por aqui!
    Seleciono “palavras iluminadas” para o site e certamente, os autores são ” pessoas iluminadas”. Assim sendo, você não poderia ter ficado de fora.
    Veja só que interessante: quando mencionamos a palavra “acidente”, logo a imaginamos como algo negativo, indesejável … Veja como a influência deste fator externo ( deste acidente), estimulou positivamente a minha emoção e dos leitores, acredito: as “Palavras iluminadas” tornam-se ” Palavras encantadas” e consequentemente, “Palavras vivas”.
    Agradeço sua visita.
    Sucesso e que Deus continue te abençoando com esta missão de ser inspiração e luz para muitas pessoas.

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